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Policiais e drogas - Copiado do Blog da Renata - ASPRA

sexta-feira, setembro 26th, 2008

Policiais e Drogas: combinação perigosa

Yanna Guimarães da Redação

Na terceira matéria da série sobre falta de acompanhamento psicológico dos policiais, O POVO aborda os problemas de alcoolismo e uso de drogas ilícitas por policiais

Fortaleza

O Movimento de Promoção Social (MPS) da Polícia tem hoje 534 fichas cadastradas. São policiais envolvidos com drogas. Um número que representa pouco mais de 3% da categoria. O problema é que esses são apenas os casos assumidos. “Consideramos que esse número é a ponta do iceberg. Esses são somente os policiais que reconhecem o problema e buscam o tratamento. Deve ter, com absoluta certeza, muito mais”, afirma o major Plauto Ferreira, especialista no assunto e autor do livro Segurança e Drogadição. A droga mais usada pelos policiais é o álcool. E todos os policiais que partem para as drogas ilícitas começam por ele. É uma forma de relaxar do estresse da profissão. O problema é quando a forma de diversão vira vício. De acordo com o major, as estatísticas mostram que 15% dos usuários esporádicos passam a ser dependentes químicos. Entre as drogas ilícitas, a mais utilizada é o crack. E boa parte dos policiais começam pela curiosidade. “Não é só por algum problema pessoal, o policial tem uma maior facilidade de manuseio. Isso potencializa a oportunidade. Muitos pensam: tá tão perto, vou ver como é”. E, a menos que o vício seja visível, se o policial não procura tratamento, é muito difícil a corporação tomar conhecimento do caso. Mas, segundo Adalberto Barreto, psiquiatra, antropólogo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), todo comportamento tem valor de comunicação. “Precisamos ver como os policiais comunicam seus atos por meio de seu jeito de agir”. Insônias, acidentes, faltas. Tudo isso pode ser entendido como um sintoma que mostra por qual problema o policial está passando. “Mas a corporação precisa perceber esses sinais”, completa. O major Plauto Ferreira afirma que o policial envolvido com drogas esconde o problema como qualquer outra pessoa. Mas quando passa a abusar, acaba não conseguindo mais esconder. A partir disso, os superiores começam a perceber que há um problema e o policial é avaliado por um psicólogo. Se preciso, tira uma licença para tratamento. O maior problema, conforme o major Plauto Ferreira, é quando esses policiais andam armados em suas folgas. Como aconteceu com o policial Fabrício Giorgan Machado, acusado de matar Ranier Santiago, 18, há quase um ano. Segundo testemunhas, ele estava embriagado quando chegou à churrascaria em que o estudante estava. “O que eu vi no depoimento dele é que ele tinha brigado com a mulher e tinha saído de casa armado, já pensando em beber”, relata Ana Maria Santiago, tia do rapaz. Se o policial for pego em flagrante, nesses casos, pode ser preso e responde administrativamente. Mas o soldado Flávio Sabino, da Associação dos Cabos e Soldados da PM, lembra que os policiais são iguais a qualquer outro ser humano. “Existem comandantes de companhias e batalhões que são sensíveis e acompanham esse tipo de problema, outros são omissos”. Ele diz ainda que esse tipo de atitude traz perdas incalculáveis. “Nós trabalhamos diretamente na defesa da vida. É primordial recebermos acompanhamento específico, principalmente quando precisamos. Um erro pra gente quase sempre é fatal”.(destaque nosso) Renata ASPRA

Já relatamos neste BLog o caso de um policial militar destacado pra Luis Correia para reforçar o policiamento, onde, pressionado, colocou uma arma em sua propria cabeça e um tenente só ‘falava’ em prender o soldado. O desfecho se deu com negociação de seus companheiros e representantes de associação (ABECS) que percebeu a gravidade do problema e conseguiram internação para tratamento psiquiátrico para o policial.

Infelizmente, essa é a atitude dos ditos ’superiores’: Prender, punir… o que só faz aumentar a revolta do policial. É essa a forma de segurança pública que os ‘Bachareis em Segurança Pública’ da PM insistem em praticar? Lembro-me da historia de um “capitão’ que abusou das palavras para menosprezar um ‘praça’ no interior do Estado do Piaui onde o ‘praça’ olhou pro lado pegou um fuzil municiado e fez com que o capitão retirasse tudo que havia dito. Você também lembra, né?


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