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Assédio Moral nas Policias Militares

sábado, setembro 27th, 2008

O Assédio Moral dentro das policias militares é mais comum do que se imagina.

Firmados nos pilares da disciplina e hierarquia os policiais militares inferiores hierarquicamente se vêm num dilema: a quem denunciar o assédio moral, e, como identificar?

 

O assédio moral é caracterizado pela exposição do profissional a situações humilhantes e constrangedoras. Especialistas consultados afirmam que é mais comum em relações HIERÁRQUICAS AUTORITÁRIAS, em que predominam condutas, negativas DESUMANAS e, muitas vezes, SEM ÉTICA, DE UM OU MAIS CHEFES DIRIGIDA A UM OU MAIS SUBORDINADOS. Essa exposição repetida e prolongada de modo direto acarreta problemas irreversíveis e irreparáveis a vida desse profissional que podem comprometer sua identidade, dignidade, relacionamento familiar, social e profissional podendo levar a incapacidade de trabalhar ou até mesmo a morte (na maioria das vezes o suicídio).

 

Os sintomas vão do desânimo, perda da auto-estima, materializando-se no alcoolismo, drogas, levando até ao suicídio.

 

Os regulamentos prevêem que os subordinados devem ser tratados com “dignidade e urbanidade”. E na prática? Será que é isso? É comum o superior hierárquico usar o seu posto ou graduação para prejudicar o subordinado. Esse perseguição pode ir desde escalas estafantes, constantes observações (muitas vezes irrelevantes só para mostrar sua superioridade), não autorizando até permutas de serviço, não atendendo suas solicitações, etc.

 

Infelizmente, ainda, as policiais militares ignoram essa prática. Mas, há os casos em que os policiais militares dão a “mão a palmatória”.

Veja: Capitães condenados no Piauí por Assédio Associação denuncia major por assédio moral em PernambucoJuiza denuncia o machismo

 

No Piauí, os policiais militares estão abrindo os olhos para o assunto e já temos resultados dos ‘abusos’ praticados por ‘superiores’ hierárquicos. Podemos destacar: Um capitão de Teresina pagou indenização a um soldado por jogar seu gorro no mato; um outro da cavalaria teve que desembolsar um dinheirinho para um praça por difamação; alunas da APMPI denunciaram capitães por assédio sexual… Porém, ainda vemos na PMPI uma resistência muito grande no respeito aos Direitos Humanos de seus policiais militares.

 

Na PMPI ainda se tenta conter o alcoolismo e as drogas com prisão disciplinar. Coisa essa que a própria Policia Militar do Piauí contribui para o aumento e o agravamento do problema. Outras Policiais Militares de outros estados já aboliram a “prisão disciplinar” como meio para punir o policial e adotaram outras medidas.

 

É notória a falta de um Setor Social dentro da PMPI. Os meios utilizados para ‘disciplinar’ o profissional só faz aumentar a sua revolta que causa ainda mais uma reincidência. Por exemplo: Em Luis Correia um policial militar tentou contra sua própria vida após ‘pressão’ de um tenente no carnaval deste ano.

Será que a PMPI não está preparada para lidar com seres humanos? E, será que os ’superiores’ acham que os subordinados não podem ter problemas?

Jornal A TARDE

sexta-feira, setembro 26th, 2008

Sargento denuncia abuso de poder

Jornal A TARDE

Acusado de porte ilegal de arma e de desacato, o sargento José Carlos Inocêncio, 48 anos, há 31 na Polícia Militar, foi preso ontem à noite e enviado para o Batalhão de Choque após ser apresentado na Corregedoria da PM pelo tenente Lima. O motivo, segundo o sargento Marcos Prisco, presidente da Associação dos Profissionais de Polícia e Bombeiros Militares do Estado da Bahia (Aspol), seria perseguição pessoal movida pelo oficial contra o sargento, que vinha sendo destacado para trabalhar sozinho em locais isolados e perigosos, como o módulo de São Marcos e a Cesta do Povo em Pau da Lima. “As arbitrariedades e o assédio moral são práticas comuns na corporação”, lamentou o sindicalista. O capitão Claudinei, oficial de custódia da Corregedoria, informou que apenas o corregedor pode falar sobre a prisão do sargento.


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