Conseg: o que muda com aprovação do ciclo completo?
A pacificação e otimização do sistema de segurança passa, necessariamente, pelo “divórcio das duas polícias estaduais. Isso se dará por meio da reengenharia organizacional do sistema, com a implantação do ciclo completo de polícia, ou seja, cada polícia atuando plenamente em uma dimensão de competências específicas por tipos penais, por divisão territorial ou por outra forma de atribuição, eliminando-se a perniciosa interdependência entre as organizações.
POLÍCIA CIVIL
Competência sobre os delitos mais graves e complexos, o que seguramente redundará em níveisde esclarecimentos de crimes bem maiores que os atuais. Tem tudo para ser a polícia especializada do Estado.
POLICIA MILITAR
Competência sobre os pequenos e médios delitos. Demanda esta que hoje se encontra reprimida (delitos contra o patrimônio) por falta de atendimento policial. Com essa pequena reformulação do sistema, teremos implementada a “teoria da janela quebrada” por meio de uma revolução no atendimento aos delitos de menor potencial ofensivo.
GUARDA MUNICIPAL
Encarregada das missões de proteção dos bens, serviços e instalações municipais, cabendo-lhe, ainda, ações complementares de vigilância ostensiva, principalmente em relação às contravenções penais.
GUARDA PENITENCIÁRIA
Encarregada da segurança das unidades penais e serviços vinculados (escoltas, revistas, vigilância, dentre outros), com papel fundamental para a segurança: primeiro, por atuar de forma especializada em serviço tão importante e; segundo, por evitar desvios de policiais de suas atividades fins.
A sociedade brasileira, ao longo das últimas décadas após a promulgação da Constituição Cidadã, já perdeu muito tempo em reflexões e atuações reativas que se mostraram inúteis na busca do funcionamento eficaz de seus órgãos de segurança pública. Todos os contextos e diagnósticos, até então elaborados, apontam para o esgotamento do atual sistema e recomendam reformulações urgentes.
Acreditamos que a 1 Conferência Nacional de Segurança Pública seja o gatilho psicológico a fomentar as mudanças tão necessárias para nosso sistema de segurança.
Por Robson Niedson de Medeiros Martins
É soldado da Polícia Militar, Gestor em Segurança Pública e Acadêmico de Direito
Fonte: stive
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4 Responses to “Conseg: o que muda com aprovação do ciclo completo?”
Posted: set 1st, 2009 at 16:40
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Posted: set 1st, 2009 at 17:40
[...] Conseg: o que muda com aprovação do ciclo completo? agosto 31st, 2009 A pacificação e otimização do sistema de segurança passa, necessariamente, pelo “divórcio das duas polícias estaduais. Isso se dará por meio da reengenharia organizacional do sistema, com a implantação do ciclo completo de polícia, ou s ler mais Salvar/Compartilhar [...]
Posted: set 4th, 2009 at 13:45
Concordo plenamente com a erradicação do absurdo que é a salada da Segurança Pública Brasileira.
O que custa termos um sistema policial mais organizado, mais bem remunerado, elevar-se a auto-estima do policial e de sua família, como também o seu orgulho de ostentar o seu distintivo policial???? Menos, do que alimentar a ineficiência do atual sistema, causando a perda da credibilidade, alimentando a corrupção dentro do sistema e a sua ineficácia.
Essa Conferência Nacional, tem que ter alavancado, não mais uma simples discussão, mas uma verdadeira revolução cultural no mais elevado nível, cujo a dignidade humana do cidadão brasileiro requer e com urgência.
Ciclo completo de polícia, resulta na ratificação constitucional na garantia da paz pública, no livre exercício da cidadania, tanto da pessoa comum, quanto do policial.
Há uma insistência imbecil de se manter na inércia e no arcabouço da inoperância o sistema policial brasileiro defendido principlamente pela corrente do coronelismo, ainda inserido no contexto dos “quartéis” e de alguns Delegados Coronéis, ambas introduzida por força de uma Ditadura Militar, que perdurou por anos e que só fez mal à Democracia, além de manchar a bela história de um país emergente e brilhante que é o nosso Brasil.
O que esperamos é que seja dado um basta nessa situação e que esses retrógrados líderes sejam aposentados, pois o tempo deles já se foi há muitíssimo tempo.
Dado o primeiro passo, em seguida daremos o segundo passo, que é elitizar as carreiras policiais, tornando as três esferas – Federal, Estadual e Municipal, isonômicas e totalmente integradas entre si, o que acarretará sabiamente e lucidamente na unificação e na desmilitarização das PMs, que desde o império, se conservam assim, com uma Legislação de 1969, o que afronta e fere a nossa Carta Magna, que recepcionou errôneamente no seu Art. 144, o sistema policial advinda do Império, ou seja um sistema policial repressor, que de nada combina com o atual Estado Democrático de Direito, O Direito à vida e com a Dignidade da Pessoa Humana.
Posted: set 18th, 2009 at 14:04
Ou unifica ou cada um no seu quadrado….Deixar a pm como polícia “faz tudu” é um erro…..Faz uma prevenção pífia, que todos os moradores têm medo de sair de casa e ainda quer usar o efetivo pra investigar….